Com o fim da greve de fome de 26 dias, frei Sérgio é recebido em Porto Alegre com almoço na FeteeSul

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Após permanecer 26 dias em greve de fome, em Brasília, juntamente com seis militantes de movimentos populares do país, Frei Sérgio Görgen retornou nesta segunda-feira (27) a Porto Alegre, afirmando que o fim do protesto não representa o fim de nada, mas sim marca o início de uma nova fase da luta pela democracia e por direitos no país.

Os militantes, familiares e apoiadores que foram ao Aeroporto Internacional Salgado Filho receberam Frei Sérgio aos gritos de “Lula Livre”, com muitos abraços e manifestações de apoio. Saindo de lá, o frei franciscano e seus companheiros de luta foram recebidos com um almoço especial promovido pela FeteeSul, na sua sede em Porto Alegre.

Ainda ingerindo pouca quantidade de alimento, em função dos efeitos da greve de fome, frei Sérgio agradeceu todas as manifestações de apoio e solidariedade que recebeu nas últimas semanas e anunciou os próximos passos da luta que, destacou, entra numa nova etapa. “Agora, a luta é na rua, na conversa com a população e na mobilização da sociedade pela defesa da democracia e dos direitos”.

O coordenador geral da FeteeSul, Celso Woyciechowski, agradeceu ao frei pelo sacrifício que os grevistas fizeram aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. “Foi uma greve de fome contra a fome e por justiça no STF que, nesses 26 dias de doação, conseguiu enfrentar o golpe em curso e suas consequências que atingem principalmente os mais pobres. Seguimos a luta agora nas ruas e nas urnas inspirados por esses guerreiros”, declara Celso.

Estiveram presentes no almoço membros da coordenação da FeteeSul e lideranças políticas como Tarso Genro, Claudir Nespolo, Diógenes de Oliveira, deputados federais e estaduais, juristas, integrantes da Via Campesina, do Sindipetro/RS, do Levante Popular da Juventude e outras entidades dos trabalhadores e movimentos sociais.

Após a manifestação de apoio do grupo, o fre e militante do MPA agradeceu as palavras de apoio e destacou que, embora a greve de fome não tenha conseguido seu objetivo principal ela deixou um símbolo de esperança, unidade e da resistência popular no Brasil.

Anteriormente, na chegada ao aeroporto, o frei franciscano havia dito à Rede Soberania que o movimento da greve de fome não conseguiu mexer com os brios dos ministros do Supremo Tribunal Federal, porque “lá não tem mais brio”.

“Brio é palavra, é compromisso, é cumprir o que se promete. Eles estão descumprindo a Constituição e rasgaram o artigo 3º da Constituição. Eu tive a oportunidade de dizer isso a todos os ministros com quem nos encontramos. A fome, a mortalidade infantil, doenças já erradicadas e o desemprego estão voltando em função do descalabro total do Estado brasileiro. Nós dissemos isso com todas as letras: vocês do Supremo Tribunal Federal são coniventes com isso e estão deixando o país seguir à deriva. Mas o pior é que vocês estão desmoralizando um dos poderes da República. A desmoralização do Executivo e do Legislativo é possível de resolver, mas uma desmoralização do Judiciário seria terrível para o país”, disse.

 

Com informações da CUT-RS e da FeteeSul        

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