Plenária da CUT-RS define mobilização para derrotar golpistas

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Nem chuva, nem vento, esfriam o movimento. Em plenária realizada na manhã chuvosa desta sexta-feira (24), na sede do Sindipolo, em Porto Alegre, a CUT-RS e as entidades filiadas definiram uma forte campanha de mobilização para derrotar os golpistas nas eleições de outubro, apontada como “a maior campanha salarial das nossas vidas”.

Haverá distribuição de milhares de jornais e utilização das mídias sociais para esclarecer os projetos em disputa e conscientizar os trabalhadores e as trabalhadoras, para que não votem em quem votou a favor da retirada de direitos.

Participaram dirigentes sindicais de vários sindicatos e federações, representantes de diversas categorias, como metalúrgicos, rodoviários, sapateiros, petroleiros, petroquímicos, professores, funcionários públicos, bancários, trabalhadores nas indústrias da alimentação, papel e celulose, dentre outros.

Golpe foi contra os trabalhadores

O objetivo da campanha é dialogar com os trabalhadores, seja nas ruas ou nos locais de trabalho, mostrando que as eleições representam uma possibilidade concreta para “estancar” o golpe, que não veio para acabar com a corrupção, mas para impor uma agenda de retrocessos, com retirada de direitos históricos da classe trabalhadora, e colocar o Brasil de joelhos para o capital internacional.



“Ainda há muita gente que não acredita no momento dramático que estamos vivendo. Mas a CUT acertou em cheio ao afirmar que o golpe não foi contra o PT, mas sim contra toda a classe trabalhadora. Por isso, os sindicatos e as federações devem entrar nessa briga para derrotar o golpe e revogar as reformas do governo Temer que retiraram direitos trabalhistas e sociais”, disse o presidente em exercício da CUT-RS, Marizar de Melo.

“Nós somos referência para a sociedade e, por isso, é preciso fazer o debate necessário no processo eleitoral para derrotar os ataques que os trabalhadores vêm sofrendo desde o golpe de 2016”, afirmou o secretário-geral adjunto da CUT-RS, Amarildo Cenci.



Lula livre

A plenária começou com a leitura da carta enviada pelo ex-presidente Lula para a direção nacional da CUT, agradecendo a participação dos dirigentes sindicais no ato de registro da sua candidatura no TSE, que reuniu 50 mil pessoas no último dia 15, em Brasília.

A carta foi lida pela secretária de finanças da CUT-RS, Vitalina Gonçalves. Lula escreveu que foi com muita emoção que ele acompanhou a grande mobilização em torno da defesa dos seus direitos políticos e pela garantia de sua participação nas eleições deste ano.



”Nós criamos a CUT para transformar o Brasil num país em que os trabalhadores tenham dignidade, o que se conquista com emprego, com valorização dos salários, com a proteção da lei. Sempre soubemos que nada disso cairia do céu e que só poderíamos vencer com organização”, diz um dos trechos.

Clique aqui para ler a íntegra da carta.

Para Vitalina, que foi aplaudida ao final da leitura,“não podemos ter medo de assumir nossas convicções, pois o momento é de mostrar que temos lado e que temos um programa para o futuro Brasil e que esse projeto só pode ser colocado em prática por Lula”.

 

 

Fonte: CUT-RS

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