Trabalhadores nas ruas dão aula de democracia contra a retirada de direitos

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“Contra o PL e o ajuste fiscal, o trabalhador vai fazer greve geral”, afirmaram o os manifestantes no final da atividade

Teve chuva, sol e muita luta nesta sexta-feira, 29, Dia Nacional de Paralisação e Manifestações rumo à Greve Geral contra a terceirização, as Medidas Provisórias 664 e 665, o ajuste fiscal e em defesa dos direitos e da democracia. Marcando mais uma etapa na luta contra a retirada de direitos, as centrais sindicais promoveram, desde a madrugada, inúmeras atividades que reuniram mais de 10 mil pessoas.

O Trensurb não funcionou e a circulação dos ônibus urbanos de Porto Alegre, só foi liberada por volta das 8h30min. Várias manifestações aconteceram em diferentes pontos da capital. Por volta das 10h, partiu da praça Pinheiro Machado, na Av. Farrapos uma coluna formada por trabalhadores como metalúrgicos, sapateiros, técnicos, vigilantes, entre outros.

No mesmo horário, saiu da rótula do Papa outra coluna formada por sindicatos dos trabalhadores em educação, fundações e bancários. Do Largo Zumbi dos Palmares, partiram representantes dos movimentos sociais. As colunas se encontraram na Fecomércio para a realização da grande marcha unitária até a Praça da Matriz, passando pela Prefeitura de Porto Alegre com o objetivo de encontrar e apoiar os servidores municipais que estão em greve.

Durante o trajeto, representantes dos movimentos sociais e dirigentes sindicais dialogaram com a sociedade sobre os malefícios da terceirização na atividade-fim, que irá precarizar as relações de trabalho. Também afirmaram que somos contra quaisquer medidas de ajuste fiscal que tragam prejuízo aos trabalhadores, que possam gerar desemprego, recessão ou que restrinjam o acesso a políticas públicas.

No encerramento da atividade, as centrais lembraram que essa é mais uma etapa na construção de uma greve geral, caso o governo e as demais forças políticas, como o Congresso Nacional, não sinalize uma mudança de rumos.

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, disse que os grandes atos que as entidades tem realizado estão à altura do maior ataque que a classe trabalhadora sofre desde a criação da CLT. “É esse o preço per termos o Congresso mais conservador da história. Mas nós não vamos pagar essa conta, se os nossos parlamentares não tomarem juízo, o Brasil vai parar”, garantiu.

Nespolo ressaltou também a necessidade do fim do financiamento empresarial para campanha eleitoral. “Empresários adoram reclamar que pagam muito imposto no Brasil, mas por que não se importam de financiar campanha dos políticos que os interessam?”, indagou ele.

Érico Corrêa, da CSP Coluntas, declarou que as entidades sociais e sindicais deram uma aula de democracia no dia de hoje. O vice presidente da CTB/RS, Sérgio Miranda, enfatizou que só com a unidade da classe trabalhadora teremos chance de enfrentar a onda conservadora do cenário político. Pela Intersindical, Neiva Lazzarotto, lembrou a greve dos municipários de Porto Alegre e afirmou que os governos devem cobrar a conta dos empresários e não da classe trabalhadora.

A presidente do CPERS/Sindicato, Helenir Oliveira, abordou a situação dos servidores estaduais que estão sofrendo com o desgoverno do Sartori. “Ele quer penalizar o funcionalismo, mas retirando recursos e condições de trabalho, ele penaliza toda a sociedade gaúcha”.  Por último, Cedenir Oliveira, do MST, reafirmou o apoio à pauta dos trabalhadores. “Nossa  luta não é no facebook, é na rua desde a madrugada”, falou ele.

A necessidade de taxação das grandes fortunas, como primeiro passo para uma reforma tributária, a redução da Maioridade Penal e a reforma política foram outros assuntos abordados nas atividades de hoje.

O ato encerrou no começo da tarde, com o grito de guerra que uniu ainda mais os participantes: contra o PL e o ajuste fiscal, o trabalhador vai fazer greve geral.

Por: Renata Machado (CUT-RS)

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