CUT-RS e centrais sindicais marcam plenária no dia 22 para retomar comitês contra reforma da Previdência

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Uma plenária das centrais sindicais com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e os movimentos sociais será realizada na próxima quinta-feira (22), às 14h, no auditório do CPERS Sindicato (Avenida Alberto Bins, 480), em Porto Alegre, para retomar os comitês contra a reforma da Previdência. O encontro foi agendado na tarde na tarde desta terça-feira (13), durante reunião da CUT-RS e centrais ocorrida na sede da Fecosul, na capital gaúcha.

A atividade vai marcar no Rio Grande do Sul o dia nacional de mobilização, aprovado nesta segunda-feira (12) pelas centrais, na Escola Dieese de Ciências do Trabalho, em São Paulo. Na ocasião, foi lançado um documento com princípios gerais que garantem a universalidade e o futuro da Previdência e da Seguridade Social.

“Os comitês foram muito importantes no processo de resistência à reforma do governo ilegítimo Temer (MDB). Eles ajudaram a esclarecer os trabalhadores e a população sobre o risco do fim da aposentadoria de milhões de brasileiros e contribuíram para o sucesso da greve geral de 28 de abril de 2017, cuja mobilização foi decisiva para barrar a tramitação da proposta dos golpistas”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

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Ato no dia 26 contra reforma da Previdência e extinção do Ministério do Trabalho 

As centrais marcaram também um ato no próximo dia 26, às 12h, no centro de Porto Alegre, com concentração em frente ao prédio do INSS, na Travessa Mário Cinco Paus, seguido de uma caminhada até a sede da Superintendência Regional do Trabalho (antiga DRT). O objetivo é protestar contra as propostas de reforma da Previdência e de extinção do Ministério do Trabalho.

Haverá também atos semelhantes nos demais estados do país, conforme deliberação das centrais, assim como em cidades do interior gaúcho.

“Estamos diante da ameaça de votação ainda este ano da proposta de reforma do Temer ou de um novo modelo de previdência privada no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que quer implantar o sistema de capitalização individual, sem contribuição patronal, já fracassado no Chile e outros países da América Latina”, salienta Nespolo.

CPI do Senado provou que não existe déficit da Previdência

O presidente da CUT-RS lembra que o relatório da CPI da Previdência, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), provou que o INSS não precisa de uma reforma para equalizar o suposto déficit da Previdência alardeado pelo governo e pela mídia tradicional.

Paim e CPI

“O alegado déficit não existe. O que existe é a conivência por parte do governo com os grandes devedores da Previdência. Um claro exemplo é que o governo tem R$ 500 bilhões para cobrar dos grandes devedores e não cobra”, explica o senador. “O relatório da CPI mostrou que só de apropriação indébita, que é o que os empresários recolhem do trabalhador e não repassam à Previdência, dá R$ 1,5 trilhão”, aponta Paim.

“Ouvimos técnicos, juízes, promotores, procuradores, pessoal da Receita, da Previdência, especialistas na área e tantos outros, deixando muito claro para nós que o maior problema da Previdência é de gestão, má administração, anistias, sonegação, desvios de recursos e a roubalheira que é permitida que eles façam”, completou o senador sobre os trabalhos da CPI.

 

 

Fonte: CUT-RS

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