Tomar as ruas em apoio a Haddad para garantir direitos e derrotar o fascismo, define plenária da CUT-RS

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Em apoio ao candidato Fernando Haddad a presidente e Manuela D’Ávila a vice, a plenária de mobilização da CUT-RS, realizada na manhã desta terça-feira (16), definiu uma agenda de panfletagens para tomar as ruas e mostrar para cada trabalhador e trabalhadora que é preciso defender o emprego, os direitos e a democracia, e derrotar o candidato do ódio e do fascismo.
O encontro ocorreu no auditório do Sindipolo, em Porto Alegre, e reuniu sindicalistas da Região Metropolitana.

“Os dirigentes sindicais já fizeram a diferença em outras eleições para presidente, como em 2014, e agora tenho certeza de que farão novamente. Temos de mobilizar as nossas bases e lutar com todas as nossas forças. Quem precisa nos ouvir está dentro das fábricas, dentro das escolas, dos bancos e dos hospitais. Vamos criar uma grande rede de mobilização para virar o jogo e ganhar essa que é a maior campanha salarial das nossas vidas”, afirmou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

“A única batalha que se perde é aquela que não se luta”

Faltando somente uma semana e meia para o dia da votação, ele apelou para a necessidade de intensificar cada vez mais a mobilização. “Apesar da eleição de uma bancada de esquerda, , teremos nos próximos quatros anos uma das legislaturas mais conservadoras do Congresso Nacional. A luta de classes nos colocou nesse estágio, mas não há motivos para nos darmos por vencidos. A única batalha que se perde é aquela que não se luta”, enfatizou Nespolo ao recordar uma frase do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica.

16-10-2018 - Plenária de Mobilição- 2º turno (102)

“É fundamental que cada entidade sindical reúna a sua direção e organize um plano de trabalho para atuar neste período”, ressalta Nespolo.

A agenda de panfletagens do movimento sindical será divulgada a cada dia pela CUT-RS via WhatsApp.

Os panfletos, que já estão sendo distribuídos, comparam propostas de Haddad e Bolsonaro. “A ideia é mostrar o que está em disputa junto à sociedade. É o fim dos direitos trabalhistas, do 13º salário, do adicional de férias e do próprio sindicalismo e dos movimentos sociais. Se queremos ver a vitória de Haddad, não podemos ter um dia de descanso nesta reta final”, disse o secretário-geral adjunto da CUT-RS, Amarildo Cenci. Ele reforçou o engajamento de todos os dirigentes sindicais.

Para a secretária de finanças da CUT-RS, Vitalina Gonçalves, o momento é decisivo  para todos e todas, que dependem do suor do trabalho de cada dia para conseguir tirar o seu sustento.  “Está em nossas mãos virar essa eleição e nós não faremos isso pelo Whatsapp. Então, já está mais do que na hora de colocarmos de lado nossas outras agendas e tomar as ruas. Há espaço para disputa, o eleitor da extrema direita não é o nosso inimigo, mas o Bolsonaro  é.  Neste momento, temos de conversar com  quem pensa diferente para reverter votos”, orientou.

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”Temos de sair daqui, com a tarefa de distribuir o maior número de panfletos nos próximos dias, para mostrar que Haddad é o candidato comprometido com a democracia, os direitos trabalhistas e a soberania nacional”, salientou o diretor da CUT-RS, Marcelo Carlini. “Não se deixe enganar. Somente com a democracia e a verdade o Brasil voltará a ser feliz de novo”.

Juristas pela Democracia

O presidente do núcleo gaúcho da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, Mario Madureira, veio participar da plenária para trazer apoio e solidariedade. Ele também demonstrou interesse em integrar agendas de panfletagens, na medida em que advogados e juízes e procuradores, representados pela entidade, estão juntos na luta em apoio a Haddad e contra o fascismo.

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“As pessoas, às vezes, não sabem a quem recorrer, quando querem participar de uma atividade. Com essas agendas, fica mais fácil para atrair voluntários e fortalecer as mobilizações”, destacou Madureira.

Denunciar coação eleitoral dos patrões

Na plenária, os dirigentes da CUT-RS chamaram a atenção para as denúncias de que alguns patrões, com o objetivo de tentar eleger o seu candidato, estão coagindo trabalhadores a votar no nome escolhido por eles. Não se trata de novidade, mas houve um aumento de 1.500% no primeiro turno das eleições deste ano, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT).

A Justiça do Trabalho já deferiu várias liminares solicitadas pelo MPT contra essa prática totalmente ilegal e descabida. Uma grande rede de lojas foi multada em R$ 500 mil, caso volte a coagir os funcionários a votar no candidato do PSL.

Se ocorrer qualquer coação eleitoral, os trabalhadores devem enviar denúncias ao seu sindicato, à CUT-RS ou ao MPT. Votar livremente é um direito constitucional que deve ser protegido e respeitado.

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Fonte: CUT-RS

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